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Estudo

Um estudo sobre a fofoca a luz da Bíblia Sagrada

Estamos diante de um assunto tão comum entre nós, evangélicos, mas, ao mesmo tempo, tão negligenciado em nossas escolas bíblicas.

09/09/2019 15h32Atualizado há 1 semana
Por: Moisés de Oliveira
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Ao estudar esta lição, você terá condições de entender sobre o poder da língua e fazer bom uso das palavras.
Ao estudar esta lição, você terá condições de entender sobre o poder da língua e fazer bom uso das palavras.

Texto básico Efésios 4.25-29

Texto devocional Mateus 12.33-37

Versículo-chave Provérbios 16.24

“Palavras agradáveis são como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo”

Alvo da lição

Ao estudar esta lição, você terá condições de entender sobre o poder da língua e fazer bom uso das palavras.

Leia a Bíblia diariamente

seg Sl 40.1-5

ter Mt 15.17-19

qua Mc 7.20-23

qui Mt 12.33-37

sex Tg 3.1-12

sáb Ef 4.25-5.2

dom Pv 15.1,7, 12-14,23,28-30

 Introdução

Estamos diante de um assunto tão comum entre nós, evangélicos, mas, ao mesmo tempo, tão negligenciado em nossas escolas bíblicas. Sendo assim, pensemos sobre os perigos e males que uma conversa maldosa pode causar ao povo de Deus e ao testemunho da igreja do Senhor Jesus no mundo.

Algumas pessoas já escreveram sobre o poder do mau uso da palavra (língua). Por exemplo:

“A língua só tem 8 centímetros de comprimento, mas consegue matar um homem de dois metros de altura.” (Provérbio Japonês)

“Cuidado para que sua língua não corte o seu próprio pescoço.” (Provérbio Árabe)

Vamos ver o que a Bíblia diz sobre o mau uso da língua? “A morte e a vida estão no poder da língua”, “na boca dos perversos mora a violência” (Pv 18.21; 10.11).

Crie o seu próprio provérbio sobre o poder do mau uso da palavra, usando o espaço abaixo:

Vamos ver alguns males causados pelo poder da palavra quando a usamos com a intenção de prejudicar ou dene­grir a imagem de alguém.

I. A língua pode afastar as pessoas

Tomemos muito cuidado com o que pensamos, pois a nossa vida é diri­gida pelos pensamentos verbalizados. É incrível a diferença que uma simples palavra ou ação faz em nossa vida. Com pouco esforço podemos aliviar o fardo daqueles que estão carregando o peso do mundo ou torná-lo ainda mais pesado.

Vejamos alguns motivos que têm levado as pessoas a se afastar umas das outras.

1. O mau uso das palavras

Boa parte dos problemas de rela­cionamentos que surgem dentro das nossas igrejas (e fora dela também) tem origem na falta de cuidado com o que falamos. Somos muito rápidos em abrir nossa boca e acabamos negligenciando a sabedoria que existe em refletir antes de falar (Pv 18.21; 19.2).

Aplicação

Você pode pensar em palavras que já disse que machucaram profundamente alguém? Você se lembra de alguma vez em que uma simples palavra de encorajamento provo­cou a cura de feridas profundas? Lembre­-se do que Tiago fala sobre o poder da língua para destruir ou sarar (Tg 3.9-12).

2. O mau efeito das palavras 

As palavras têm o poder de criar situações, de modificar ambientes, de alegrar, de entristecer, de aproximar ou afastar as pessoas. Podem significar a valorização de alguém ou a sua completa desmoralização (Zc 8.16-17; Ef 4.29).

aplicação

“Nossas palavras tem poder incrível para dar vida ou morte. Podem ser placas sina­lizando o caminho para a vida eterna, ou podem encaminhar pessoas direto para o inferno” (David J. Merkh – Tesouros Escondidos).

3. O mau controle das palavras 

“Se deixarmos as palavras saírem sem qualquer tipo de controle, pode­remos nos arrepender logo depois; uma vez faladas, as palavras percorrem os seus próprios caminhos, saem do nosso controle e produzem efeitos para os quais não estamos preparados” (David J. Merkh). Leia Mateus 5.22; Marcos 7.20-23.

aplicação

Tenha cuidado com que você diz, pois as suas palavras podem estar distanciando os irmãos uns dos outros. “Palavras agra­dáveis săo como favo de mel: doces para a alma e medicina para o corpo” (Pv 16.24).

II. A língua pode dificultar a reaproximação das pessoas

Algo muito comum dentro das nossas igrejas são comentários a res­peito de atitudes que outros irmãos tomaram ou de algo que porventura ouviram e não souberam guardar para si. Essa prática é tradicionalmente chamada de fofoca.

Podemos relacionar alguns fatores promovidos pela fofoca que dificultam a reaproximação das pessoas.

1. Provoca discórdia entre os irmãos

Paulo, em 1Timóteo 5.11 e 13, condenou a atitude das viúvas novas que, pelas suas leviandades e vida ocio­sa, saíam de casa em casa falando o que não deviam, provocando a discórdia entre os irmãos. Não se está criticando as mulheres da igreja! Nem Paulo (apli­cando a mensagem para nossos dias). Ele estava tão somente advertindo a Timóteo que tomasse cuidado com al­gumas viúvas que não estavam aprovei­tando com sabedoria o tempo ocioso.

aplicação

Procure encorajar, pelo menos, uma pessoa hoje com palavras sinceras de graça. “O ensino do sábio é fonte de vida, para que se evitem os laços da morte” (Pv 13.14).

2. Provoca desconfiança entre os irmãos 

Fofoca nada mais é do que relatar algum fato que vimos ou ouvimos de terceiros que pode trazer constrangi­mentos. Ela é capaz de causar grandes estragos no meio em que vivemos, tanto para quem se utiliza dessa prática (per­dendo a confiança dos irmãos) como para a pessoa referida.

aplicação

Cuidado com o fofoqueiro: o dano que ele causa é incalculável (Pv 11.13; 20.19).  A mensagem é clara: evite pessoas que fofo­cam! Somente um tolo se cerca de pessoas que se divertem com os problemas dos ou­tros. Cuidado! Você pode ser a sobremesa!

3. Provoca mágoa no coração dos irmãos 

Quantos irmãos vivem magoados por causa de comentários maldosos! Paulo exorta que toda amargura seja retirada de nosso coração (Ef 4.31). Pedro, de igual modo, exorta ao arre­pendimento quando estamos cheios de amargura (At 8.22-23).

O último “pecado abominável” de uma lista de sete em Provérbios 6.16-19 é “o que semeia contendas entre irmãos”. A fofoca é uma das principais causas de contendas. Mais dois versículos seme­lhantes em Provérbios advertem contra a atração fatal da fofoca (Pv 18.8; 26.22).

aplicação 

Podemos evitar esse mal através de conversas saudáveis e edificantes (1Pe 3.10), através do cultivo de uma vida espiritual autêntica (1Pe 3.11-12) e da con­sagração e santificação dos nossos lábios (1Pe 3.15-17).

Conclusão

 1. “Ora, a língua é fogo…” (Tg 3.6)

Jesus, em Seu sermão do monte, falando a respeito da língua, disse que o culto de adoração deve ser interrom­pido se você estiver diante do altar e lembrar-se de que insultou, falou mal ou menosprezou um irmão. Você deve deixar a oferta perante o altar e ir primeiro reconciliar-se com seu irmão, depois ofertar (Mt 5.22-24). É por isso que temos que tomar muito cuidado com a fofoca, pois a língua é fogo; é um mundo de iniquidade; ela contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno (Tg 3.6).

2. Orgão favorito do Diabo

A língua é o órgão favorito do diabo para destruir uma pessoa, uma família, a igreja. Se não atentarmos para esta verdade, podemos cair, e feio! Temos que depender da graça de Deus e não da nossa força. Ou poderemos causar a desgraça de um irmão com o mau uso da nossa língua.

3. Controlar a língua

Você está disposto a controlar a língua pelo bem do corpo de Cristo? Qualquer coisa de valor tem preço alto. O autor da epístola aos Hebreus fala sobre o sacrifício que podemos oferecer por meio de Jesus: “sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome”. E ainda o Salmo 19.14. “As pala­vras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença”.

Uma oração:

“Pai, que minhas palavras atraiam pessoas para Ti; ajuda-me a ser mais sensível às necessidades daqueles ao meu redor; mostra-me como usar a minha língua para encorajar, nunca para desanimar. Pai, ajuda-me a achar força em Ti quando sou atingido por palavras afiadas. Pai, a minha voz agora toma para o teu louvor cantar; toma os lábios meus fazendo-os a mensagem proclamar. Amém.”

Autor da lição: Pr. Vanderli Alves Neto

>> Estudo publicado originalmente pela Editora Cristã Evangélica, na revista “Tudo Entregarei”. Usado com permissão.

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