Série Vida Profissional: Enfermagem
 
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A profissão forma profissionais comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano
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Ana Cleide Pacheco
Dando prosseguimento à série vida profissional vamos falar sobre a Enfermagem. Esta profissão tem sua origem milenar e data da época em que ser enfermeiro era uma referência de quem cuidava, protegia e nutria pessoas convalescentes, idosos e deficientes. Durante séculos, a Enfermagem forma profissionais, em todo o mundo, comprometidos com a saúde e o bem-estar do ser humano. Só no Brasil, são mais de 100 mil enfermeiros, além de técnicos e auxiliares, que somam cerca de 900 mil profissionais em todo o país. Essas variações de cargos fazem com que mais profissionais se juntem ao setor e às novas possibilidades de trabalho nessa área.

Desde os tempos do Velho Testamento, a profissão de enfermeiro já era reconhecida por aqueles que cuidavam de pessoas doentes e as protegiam, em especial idosos e deficientes, já que, nessa época, tais atitudes garantiam ao homem a manutenção da sua sobrevivência. Durante muitos séculos, a enfermagem esteve associada ao trabalho feminino, caracterizado pela prática de cuidar de grupos nômades primitivos.

Com o passar dos tempos, as práticas de saúde evoluíram e, entre os séculos V e VIII, a Enfermagem surgiu como uma prática leiga, desenvolvida por religiosos como se fosse mais um sacerdócio. Sendo assim, tornou-se uma prática indigna e sem atrativos para as mulheres da época, pois consideravam o trabalho como um serviço doméstico, o que atestava queda dos padrões morais que sustentavam, até então, o trabalho da enfermagem.

Mesmo com essa crise da profissão, a evolução do trabalho, associada ao reconhecimento da prática em meados do século XVI, fez com que a enfermagem começasse a ser vista como uma atividade profissional institucionalizada e, no século XIX, vista como enfermagem moderna na Inglaterra. A partir daí, foram catalogadas definições e padrões para a profissão. A American Nurses Association (ANA) define a Enfermagem como: uma ciência e uma arte, levando em consideração que o objetivo principal do trabalho é o de cuidar dos problemas reais de saúde por meio de ações interdependentes com suporte técnico-científico, bem como reconhecer o papel significativo do enfermeiro de educar para a saúde, ter habilidades em prever doenças e cuidar de maneira individual e única do paciente.

A palavra enfermeiro se compõe de duas palavras do latim: “nutrix”, que significa mãe, e o verbo “nutrire”, que tem como significados criar e nutrir. Essas duas palavras, adaptadas para o inglês do século XIX, acabaram se transformando na palavra "nurse", que traduzido para o português significa enfermeiro.

TÉCNICO - A procura pelos cursos técnicos tem crescido no Brasil, a uma média de 27%, segundo o último censo escolar. O interesse se dá pelo fato de oferecer uma formação em tempo mais curto; no geral, leva um ano e meio, o que permite uma rápida entrada no mercado de trabalho. A enfermagem está entre as áreas mais procuradas, assim como informática, segurança no trabalho e logística.

Quem gosta de lidar e cuidar de pessoas pode optar por um curso na área da Saúde como auxiliar ou técnico de enfermagem ou pela habilitação profissional de técnico em enfermagem.

Para o curso de auxiliar de enfermagem, é exigido o ensino fundamental completo. Já para a habilitação profissional de técnico, a exigência é o ensino médio completo, enquanto para o curso de técnico em enfermagem, é exigido o mínimo de 1.200 horas/aula, acrescidos de 50% deste total destinado aos estágios supervisionados.

O técnico de enfermagem atua no planejamento, na programação, orientação e supervisão das atividades de assistência de enfermagem, na prestação de cuidados aos pacientes em estado grave, na prevenção e controle das doenças transmissíveis, prevenção de acidentes e doenças profissionais e do trabalho, e prevenção e controle sistemático da infecção hospitalar, entre outras. O tempo estimado do curso é de 24 meses, sendo 12 para a conclusão do auxiliar e mais 12 meses para o de nível técnico.


GRADUAÇÃO - O currículo do curso de graduação oferece ao estudante a oportunidade de participar ativamente na sua formação profissional, tornando-o, dessa forma, um agente de auto-aprendizado. Já a partir do 1º período curricular, ele participa de Programas Curriculares Interdepartamentais (PCIs), num processo de integração das disciplinas, da teoria à prática, e do estudo ao trabalho. Desenvolve experiências em campos de prática, em nível de complexidade crescente, isto é, começa por assistir a grupos de clientes supostamente sadios, até atingir os problemas de saúde de maior complexidade e, na medida em que ele atua, vai adquirindo competências. Dessa forma, as universidades procuram ensinar ao estudante, a partir do 1º período curricular, a adotar uma metodologia científica na assistência à clientela, seja ela sadia ou doente, sempre visando o autocuidado. Nesse momento, também, inicia-se o preparo para a pesquisa.

Vale ressaltar que toda a assistência de enfermagem se fundamenta em princípios científicos oriundos de conhecimentos básicos das ciências biológicas, morfológicas, fisiológicas, patológicas, do comportamento e exatas.

A formação do enfermeiro compreende o ciclo pré-profissional e o profissional. É essencial na parte pré-profissional o ensino das disciplinas do básico, uma vez que é através desse ensino que o estudante adquire conhecimentos fundamentais para atuar, posteriormente, como profissional na área da saúde.
 
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