A escolha da creche
 
Pais devem estar atentos aos detalhes
Nos dias atuais, o número de pais que optam por deixar seus filhos em creches tem crescido de forma significante. Algumas pessoas não confiam em ter uma babá em tempo integral, outras não têm condições financeiras para isto e, em alguns casos, não existe a possibilidade de algum familiar ficar durante todo o dia tomando conta da criança. Com tantos motivos, as mães que trabalham fora e precisam voltar da licença-maternidade com o bebê ainda muito novo buscam um local seguro para deixá-lo. Entretanto, por falta de informações ou tempo, muitas delas acabam por não acompanhar de perto a estrutura e as condições do estabelecimento que irá passar a maior parte do dia com sua criança. Essas mães, com certeza, estão incorrendo num grande erro, afinal, tomar alguns cuidados é fundamental e pode evitar danos posteriores.

Segundo a Secretaria de Educação Básica, a educação infantil, primeira etapa da educação, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. A educação infantil é oferecida em creches ou entidades equivalentes, para crianças de 0 até três anos de idade, e pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos de idade. De acordo com o Ministério da Educação, cada administração municipal é responsável pela fiscalização, regulamentação e aprovação do funcionamento das creches públicas e particulares na cidade.

Sendo assim, os pais devem estar atentos a todo o projeto pedagógico do local onde seu filho irá ficar. Porém, quando se trata de crianças muito pequenas, o projeto pedagógico é o que menos importa, diz o chefe do Serviço de Pediatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, o médico pediatra Ricardo Chaves. “Os pais precisam estar atentos ao trabalho dos profissionais, para a higiene do local, verificar se existe a possibilidade de a criança tomar sol, se possui ventilação e não é um lugar com umidade”, diz ele.

A diretora de vídeo Dayane Azevedo, passou a deixar sua filha – hoje com um ano de idade – na creche quando ela ainda estava com três meses de nascida. “Procurei uma instituição que fosse indicada por alguém, visitei e conheci os profissionais, a higiene, a rotina das crianças, a alimentação.” Ela diz também que seu relacionamento com as educadoras é muito bom.

“Recebo uma avaliação semanal na caderneta da pediatra, a coordenadora me passa tudo o que está acontecendo, se minha filha está mais triste do que o normal, se está agressiva... Se acreditam que ela está mais quietinha do que o de costume, elas me telefonam para saber se aconteceu alguma queda ou algum outro problema em minha casa, além de me comunicar se ela está se alimentando diferente do normal”, conta.

Na opinião de Ricardo Chaves, no caso do berçário, é preciso que se conte com um profissional responsável por, no máximo, três crianças. Sobre a alimentação, ele não recomenda as creches que utilizam muitos produtos industrializados. “Elas costumam oferecer bolos e sucos prontos, por serem mais baratos, mas esses produtos não se comparam ao alimento preparado de forma caseira”, ressalta. Os pais também devem ser bastante sinceros e cuidadosos na hora de passar todas as informações sobre a saúde de seu filho e, no caso de crianças maiores, é preciso estar atento ao comportamento das mesmas – se elas se mostram satisfeitas com o ambiente ou não.
 
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