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Aos oito anos, ele começou a tocar bateria. Aos treze, ganhou o primeiro teclado. Assim teve início a história do pastor, produtor e músico Emerson Pinheir, que, durante algum tempo, atuou como músico de igreja. Em seguida, surgiu uma estrada em que já caminha há mais de 15 anos, fazendo produção de CDs de músicagospel, muitos deles gravados gravados por sua esposa Fernanda Brum, grupo Voices, Eyshila, Bruna Karla e outros. Emerson não só produziu, como também apresentou à gravadora MK Music a dupla Alex e Alex.
Em 2002, montou a banda Quatro por Um e agora inicia uma nova fase em seu ministério: seu primeiro CD solo, um projeto já acalentado por ele há alguns anos, que tomou forma e acaba de virar realidade. Angélica Dias Gomes fez com ele uma entrevista que teve como pauta o álbum chamado Eu Estava Lá, sua história, o milagre de cura de leucemia, família e sobre sua visão ministerial com aspectos importantes para a igreja na atualidade.
O projeto do CD solo já existia há muito tempo?
Depois da minha saída do Quatro por Um, fiquei um período acompanhando só a Fernanda e organizando o ministério internamente. Tempos depois, compus umas canções, coisas pessoais, muito pessoais. De certa forma, estava me cobrando isso. Sentia necessidade de botar para fora as canções que Deus estava me dando. Quando estava passando por um período muito difícil, percebi que precisava me levantar e decidir algumas coisas na minha vida. Uma delas era gravar esse trabalho. Então, cheguei na MK e a Yvelise de Oliveira (presidente da gravadora) disse: “Bem, eu estou esperando por isso há cinco anos”. Entendi que esse era o tempo de Deus.
Eu Estava Lá – como surgiu a idéia desse título? Ele é diferente.
Na verdade, o título original era Teu Trono é o Limite. Quando a Marina de Oliveira ouviu o CD e escutou a música “Eu Estava Lá”, ela achou a música muito forte. Outras pessoas também ouviram e tiveram a mesma impressão. Então, decidimos mudar o título. “Eu Estava Lá” é uma canção que foi inspirada em coisas que acontecem na vida de várias pessoas: uma mãe que perde um filho, um pastor que está em crise no ministério, um marido que abandonou a esposa. São momentos de dificuldades pelos quais o ser humano passa e em que, às vezes, se tem a sensação de que Deus esqueceu ou virou as costas para essa pessoa. Mas a Bíblia fala que Deus disse: "Nunca te deixarei, nunca te desampararei". Ou seja, nos momentos mais difíceis e tenebrosos de nossas vidas, Deus está lá!
É um CD autoral?
Posso dizer que sim. Só tem duas músicas em que não participei compondo, pois são versões. Uma é do Mark Shultz – “Eu Sou”, e outra do Israel, intitulada “Tu és Bom”. Nas outras canções, algumas composições são minhas e outras com parceiros, como o Livingsthon Farias, Duda Andrade e o Klênio.
Quantas faixas há no CD?
São 13 faixas, sendo a 13ª uma regravação de uma música que gravei no Amo Você, “Canção para o meu filho”. Na verdade, o título foi agora modificado para “Você me fez ser pai”. Resolvi regravar porque ela é muito especial para mim.
Você é o cantor e o produtor do CD. Foi difícil conciliar?
Não achei tão difícil. Para outros trabalhos que produzo, costumo refletir um pouco mais. Não quer dizer que não tenha tido cuidado com esse. Tive sim, mas queria fazer aquilo que sou, como toco na igreja, como toco em casa. Procurei fazer mais simples, que é o meu jeito. Fazer sem aquela preocupação de agradar o cantor ou a cantora para quem estou produzindo. Não achei difícil. Tive a ajuda do Duda Andrade e também do Tadeu Chuff.
Você tem uma história de cura porque já teve leucemia. Tem uma música que conta esse milagre, não?
O Mateus, de 9 anos, filho da Eyshila, disse: “Mamãe, o disco do tio Emerson tem que ser ouvido desde a primeira faixa para poder entender todo o CD”. E ele definiu perfeitamente. Porque a primeira faixa dá sentido a tudo o que está sendo cantado na seqüência. A primeira canção é “Ele me Curou”, e as outras são de gratidão ao Senhor. Reflete o que aconteceu quando eu tinha 8 anos de idade: a cura. Consegui transformar em canção o meu testemunho. Queria muito fazer isso e não conseguia. Geralmente, as músicas que falam de cura são mais lentas. Fiz uma coisa bem para cima, alegre, falando e narrando esse milagre que aconteceu na minha vida.
Hoje você é pastor, músico, marido, pai e agora tem um CD solo... O que diz disto?
Tenho que me dividir em casa. Tenho que ter tempo para a família, igreja – onde também sou ministro de música, sou pastor. Toda terça-feira dirijo um discipulado para músicos e tenho que estar lá dando uma palavra, ensaiando. Tem também as ocasiões em que toco com a Fernanda. Algumas vezes nem consigo ir porque tenho que estar na igreja. Minha vida é muito agitada, mas amo fazer o que faço. Nasci para fazer isso: estar o tempo todo envolvido com o Reino de Deus, com o ministério.
A capa do CD ficou linda. E não foi uma foto montagem, certo?
É uma pena, mas tenho certeza de que vão falar que foi montagem. E não foi! Nós acordamos às 5h30 da manhã, levamos aquele piano para a praia e fotografamos até as 10h30. Gostei demais do resultado e a idéia de tirar foto na praia com o piano foi minha. Foi legal! Marina, Sérgio Menezes e todo mundo lá acordado “cedão” (rs).
Deixe uma mensagem para a igreja de hoje?
É tempo de vivermos o Evangelho do Reino. A Bíblia fala que Jesus passava pelas sinagogas e pelas cidades e pregava o Evangelho do Reino, por isso pessoas eram curadas. Acho que a igreja precisa redescobrir o Evangelho do Reino, a simplicidade do Evangelho, que não é jugo, é liberdade! Cristo veio para nos tornar livres. Há pessoas que estão se tornando escravos da religião. Nenhum tipo de escravidão agrada a Jesus. É tempo de a igreja redescobrir o Reino, abrir mão do jugo e buscar a Deus acima de todas as coisas. fonte: elnet
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