| O que é ser um cristão fundamentalista? |
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“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos”. Judas 3 “Antes santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” 1ª Pedro 3:15 O Cristianismo e seus fundamentos. O Cristianismo é uma religião que se alicerça nos pressupostos da Revelação Bíblica, cujos fundamentos não são apenas coerentes com a verdade e a realidade da vida, mas são a própria verdade, desde que são a própria, autoritativa e indestrutível Palavra de Deus. O Cristianismo Bíblico difere de tudo o mais, porque é mais que um conceito ou filosofia, de fato, como disse Francis Schaeffer, é a “relação pessoal com o Deus pessoal que existe”... relação esta baseada na comunicação escrita e proporcional de Deus para homens e no trabalho completo de Jesus Cristo na história espaço-temporal. A genuína experiência de conversão a Cristo difere de todas as outras conversões religiosas, porque é infinitamente mais que a compreensão e adoção de um sistema religioso ou ideologia filosófica, e muito mais que uma experiência mística inexplicável, ainda citando Schaeffer, é “uma experiência final, porém pode ser verbalizada e é de tal natureza que pode ser discutida racionalmente”. ( Francis A. Schaeffer “O Deus que intervem”pág 27) O Cristianismo como um sistema de crenças é baseado nos pressupostos do teísmo cristão, ou seja baseado em conceitos que têm de ser admitidos antes de se começar qualquer discussão. Eis estes pressupostos, são os verdadeiros fundamentos da verdadeira religião, e que distingue o Cristianismo de tudo o mais. A metodologia do cristianismo começa com o Deus da Bíblia. • Deus existe, e Ele é como Ele próprio se auto-revelou na natureza, na consciência humana, na história (revelação natural), e na Bíblia (revelação especial escrita e encarnada); A partir da crença que o Deus da Bíblia existe, segue-se todas as implicações de se crer num Deus Triúno (Pai, Filho e Espírito Santo). Tem absoluto domínio de todo poder, ciência e presença no universo; É Pessoal-Infinto-Eterno, Criador-Sutentador-Governador do Universo, Imanente e transcendente a criação, esta depende dEle e Ele não depende de nada e nem de ninguém, soberano-Absoluto com Liberdade Perfeito, Legislador-Juíz-Redentor, Verdade-Justiça-Santidade-Retidão, Amor-Bondade-Graça-Misericórdia. Possui todas as perfeições em Grau Infinito. Criou o homem a sua imagem e semelhança para como Ele se comunicar, e para tornar possível sua auto-revelação. • A verdade existe, porque o Deus que existe é a verdade e garante que a verdade será sempre verdade por isso toda verdade que existe é a verdade de Deus e ela se expressa em categorias absolutas de causa e efeito, de certo e errado, de tese e antítese, encontrando sua expressão mais perfeita, aqui na terra, tão somente na Bíblia. Notemos que a Bíblia, não se preocupa em provar mas em mostrar e revelar, persuadindo o homem a fé, no primeiro versículo por exemplo, a bíblia declara: “Criou Deus o céu e a terra”... e segue revelando em síntese a criação, se homem acreditar bem, se não acreditar então estará com problemas, pois a verdade não será alterada, em face da incredulidade de ninguém. “...porque mentira alguma jamais procede da verdade”. (1ª João 2:21b) Fundamentalismo: O movimento surgido nos Estados Unidos durante e imediatamente após a 1ª Guerras Mundial, a fim de reafirmar o Cristianismo protestante ortodoxo e de defendê-lo contra os desafios da TEOLOGIA LIBERAL, DA ALTA CRÍTICA ALEMÃ – DO DARWINISMO, e de outros pensamentos considerados danosos para o cristianismo norte-americano. As grandes batalhas eram travadas dentro das grandes denominações históricas, pois muitos pastores que tinham saído dos Estados Unidos para fazerem curso de pós-graduação nas grandes universidades teológicas da Europa, especificamente na Alemanha em que a teologia liberal, abraçada as teorias destrutivas da ALTA CRITICA produzidas pelo racionalismo humanista, voltaram para os Estados Unidos completamente descrentes nos fundamentos do cristianismo histórico. Advertimos ainda, quanto a determinados cursos de Teologia em faculdades Apóstatas de nossos dias (2005). Poucos tem a estrutura para não se deixar contaminar pelo ambiente infectado dos modernistas. O mesmo podemos dizer destes congressos para pastores e líderes promovidos pelos liberais, igualmente estão infectados pela metodologia relativistas da verdade. ( MT 17:6 –12; 1ª Cor 5: 6-9; GL 5:7-9). Os fundamentalistas ensinam a lição teológica a partir de um cristianismo verdadeiro, baseado numa interpretação literal da Bíblia. O Termo “Fundamentalista”, é definido como alguém que adere o seguinte: 1. Manter uma fidelidade incondicional à bíblia inerente, infalível e verbalmente inspirada; A Arqueologia e a Ciência, têm demonstrado os fatos narrados na bíblia como verídicos, porém o fundamentalista não depende delas. A Bíblia é a Palavra de Deus apesar da “falsamente chamada ciência”( refiro-me aqui a teoria da evolução, que é ensinada não como teoria, mas como ciência). Os Liberais (apostasia plenamente desenvolvida e assumida). O Liberalismo em sua apostasia nega a validade de quase todos os fundamentos da fé. O liberalismo é um sistema racionalista, que só aceita o que pode ser “provado” cientificamente pelos próprios conhecimentos falíveis, fragmentados e limitados do homem. Na realidade se seguirmos uma ordem cronológica , O LIBERALISMO TEOLÓGICO, aparece primeiro, e como reação a ele, os fiéis a sã doutrina iniciaram o movimento FUNDAMENTALISTA. Motivos de rejeição do Fundamentalismo O fundamentalismo tem sido estigmatizado por duas razões; 1) alguns cristãos fundamentalistas são fanáticos e afastam-se de outros cristãos de uma forma insensata e anti-bíblica; e 2) por causa do exemplo do fundamentalismo muçulmano, que apregoa que todos precisam adotar as mesmas roupas e costumes que Maomé adotou no século VII. Consagrados que são ao alvo islâmico de conquistar o mundo pela força, esses muçulmanos fundamentalistas são responsáveis por muitos dos atuais atos de terrorismo. Por conseqüência, também os cristãos fundamentalistas, cuja lei maior é o amor, são freqüentemente retratados, com estas mesmas cores de fanatismos. Fundamentalismo é não negociar o inegociável, lembrando que a eternidade nos espera em breve, jamais devemos trocar o eterno “muito bom, servo bom” de Deus pela aprovação dos homens nesta vida tão curta. Esses modernistas tentam introduzir no cristianismo, conceitos reencarnacionistas , como por exemplo, a crença no destino (fatalismo). O Cristão não possui destino, ele vive dentro do propósito de Deus e é guardado e guiado pelo Espírito Santo (Rm 8:14). Para ele não há fatalismo nem determinismo. “Fatalismo: doutrina segundo a qual os acontecimentos são fixados com antecedência pelo destino. Atitude moral ou intelectual segundo a qual tudo acontece porque tem de acontecer, sem que nada possa modificar o rumo dos acontecimentos”. “Determinismo: Principio segundo o qual tudo no universo até mesmo a vontade humana, está submetida a leis necessárias e imutáveis, de tal forma que o comportamento humano está totalmente predeterminado pela natureza e os sentimento de liberdade não passa de ilusão subjetiva. (que só existe na mente do individuo)”. O liberalismo teológico, por defender a existência inata de uma bondade humana, trouxe um otimismo humanístico, servindo de base ao progresso social, ao estado ético da perfeição humana, dando apoio filosófico à teoria da evolução e apoio político ao socialismo marxista. Na verdade o liberalismo surgiu no Éden, quando satanás levantou a dúvida: “é assim que Deus disse...”? O liberalismo tem produzido um evangelho social, acerca do qual podemos mencionar três resultantes: Uma Falsa Ciência: a Teoria da Evolução. Uma Falsa Filosofia: O Marxismo. Uma Falsa Teologia: outro evangelho. Posto que o Evangelho é o Poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. (conforme Romanos 1:16) Há alguns anos temos percebido os ataques do diabo nos meios educativos, procurando atingir as pessoas a partir dos 09 e 10 anos. A Interpretação das Escrituras A Linguagem da Bíblia é de três qualidades: Figurativa, Simbólica e Literal. Tais expressões como “não endureçais os vossos corações”, “Deixai os mortos enterrar os seus mortos”, são figurativas e seu significado se esclarece pelo contexto. Há três coisas que devemos evitar ao tratar com a palavra de Deus: 1. A Desinterpretação das Escrituras. O Problema é que os homens não tem vontade de deixar que as escrituras digam o que Elas querem dizer, ou desejam forçar as escrituras e ensinar alguma doutrina favorita. Teologia cristã: Teologia cristã pode ser definida como as verdades fundamentais da Bíblia apresentadas de forma sistematica, a ciência que trata de nosso conhecimento de Deus e do relacionamento dele com o homem, compreendendo assim tudo quanto se relaciona a Deus a Bíblia e os propósitos divinos. Os teólogos cristãos usam da exegese bíblica, a análise racional e argumentos para entender, explicar, testar, criticar e defender o Cristianismo. A teologia também pode ser utilizada para atestar a veracidade do Cristianismo, fazer comparações entre ela e outras tradições, defender de críticos, corroborar a reforma cristã, propagar o cristianismo, ou uma variedade de outras razões. Divisões da Teologia Cristã: Há muitas disciplinas relacionadas à teologia cristã. Principais Sub-disciplinas Teologia católico romana: • Ecumenismo Movimentos controversos - Pós-reforma • Adventismo: Tipificado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.
1) Mantém uma inarredável lealdade à Bíblia, como sendo inerrante, infalível e verbalmente inspirada. Fazer Apologia a Palavra de Deus, não é uma questão de momento. É a necessidade de ontem, hoje e sempre! *** O Concílio de Trento, realizado de 1545 a 1563, foi o 19º concílio ecuménico, convocado pelo Papa Paulo III para assegurar a unidade de fé e a disciplina eclesiástica. A sua convocação surge no contexto da reacção da Igreja Católica à divisão que se vive na Europa do século XVI quanto à apreciação da Reforma Protestante. O Concílio de Trento foi o mais longo da história da Igreja: é chamado Concílio da Contra-Reforma. Emitiu numerosos decretos disciplinares. O concílio especificou claramente as doutrinas católicas quanto à salvação, os sacramentos e o cânone bíblico, em oposição aos protestantes e estandardizou a missa através da igreja católica, abolindo largamente as variações locais. A nova missa estandardizada tornou-se conhecida como a "Missa Tridentina", com base no nome da cidade de Trento, onde o concílio teve lugar. Regula também as obrigações dos bispos e confirma a presença de Cristo na Eucaristia. São criados seminários como centros de formação sacerdotal e reconhece-se a superioridade do papa sobre a assembléia conciliar. É instituído o índice de livros proibidos Index Librorum Prohibitorum e reorganizada a Inquisição. • 1º Período (1545-48 — Celebraram-se 10 sessões, promulgando-se os decretos sobre a Sagrada Escritura e tradição, o pecado original, a justificação e os sacramentos em geral e vários decretos de reforma; • 2º Período (1551-52) — Celebraram-se 6 sessões, continuando a promulgar-se, simultaneamente, decretos de reforma e doutrinais ainda sobre sacramentos em geral, a eucaristia, a penitência, e a extrema-unção. A guerra entre Carlos V e os príncipes protestantes constituiu um perigo para os padres de Trento; • 3º Período (1562-63) — Convocado pelo Papa Pio IV, foi presidido pelos legados cardeais Ercole Gonzaga, Seripando, Osio, Simonetta e Sittico. Estiveram ainda no concílio os cardeais Cristoforo Madruzzo, bispo de Trento e Carlos Guise. O Papa enviou os núncios Commendone e Delfino aos príncipes protestantes do império reunidos em Naumburgo, e Martinengo à Inglaterra para convidar os protestantes a virem ao concílio. Neste período realizaram-se 9 sessões, em que se promulgaram importantes decretos doutrinais, mas sobretudo decretos eficazes para a reforma da Igreja. Assinaram as suas actas 217 padres oriundos de 15 nações. Os decretos tridentinos e os diplomas emanados do concílio, foram as principais fontes do direito eclesiástico durante os 4 séculos seguintes até à promulgação do Código de Direito Canónico em 1917. Na história de Portugal, o concílio teve grande influência, quer pela participação e apoio dos reis, quer pela influência que os seus decretos tiveram na vida eclesiástica e social do país. No 1º período participaram o bispo do Porto, Frei Baltazar Limpo, carmelita, e os teólogos dominicanos Frei Jerónimo de Azambuja, também embaixador régio, Frei Jorge de Santiago, e o franciscano Frei Francisco da Conceição. Logo que o bispo do Porto regressou de Trento, mandou D. João III que se reunisse com letrados para estudarem o modo de pôr em prática os decretos da reforma. No fim do 2º período D. João III e o cardeal D. Henrique constituíram assembleias de peritos para porem em acção um grande plano de reforma, completando com os decretos do V Concílio Laterense aqueles pontos ainda não promulgados em Trento. No 3º período, D. Fernando Martins de Mascarenhas e o Dr. André Velho não só actuaram como hábeis embaixadores, mas também se portaram como grandes senhores. D. Frei João Soares, agostiniano, bispo de Coimbra, levou uma comitiva de umas 30 pessoas, sendo conhecido o seu teólogo António Leitão. A caminho do concílio morreu o teólogo dominicano Fr. João Pinheiro, vice-reitor da Universidade de Coimbra. Participou também neste período o Bispo de Leiria, D. Frei Gaspar do Casal. Acérrimo executor do Concílio foi o arcebispo de Braga Frei Bartolomeu dos Mártires, promulgando-o para Braga no sínodo bracarense e adaptando-o a toda a metrópole no IV Concílio Provincial Bracarense de 1566. |
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