Governo brasileiro estuda restringir missões cristãs na Amazônia

Em uma iniciativa para coibir a biopirataria, a influência internacional sobre os índios e a venda de terras na floresta amazônica a organizações não-governamentais (ONGs) estrangeiras, o governo brasileiro também pretende fechar o cerco às organizações missionárias que atuam na Amazônia. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, haverá acompanhamento militar sobre ONGs, grupos religiosos e outras entidades que atuam na região.

A primeira ação de controle consta do projeto da nova Lei do Estrangeiro, que está na Casa Civil e será enviado ao Congresso até junho. Preparado pela Secretaria Nacional de Justiça, o projeto prevê multas que vão de R$ 5 mil a R$ 100 mil para os infratores.Se o projeto for aprovado, estrangeiros, ONGs e instituições similares internacionais, mesmo com vínculos religiosos, precisarão de autorização expressa do Ministério da Defesa, além da licença do Ministério da Justiça, para atuar na Amazônia Legal. Sem esse procedimento, o "visitante" do exterior terá seu visto ou residência cancelados e será retirado do País.

Além dessa iniciativa, o governo alinhava um estatuto específico para regulamentar a atuação das ONGs em todo o País e não apenas as estrangeiras. Serão instituições que, apesar do endereço doméstico, são patrocinadas ou têm ligações no exterior.

Jocum é citada como uma das missões que podem ser atingidas

Reportagem publicada pelo jornal "O Globo", na edição de domingo (26), sobre as ONGs na Amazônia, cita a Jocum (Jovens com uma missão), como "um exemplo de ONG que tem despertado a suspeita dos militares sobre sua atuação" por ter uma estação de rádio em cada uma das 16 tribos onde atua.
O jornal faz questão de mencionar que a Jocum foi "criada em 1960 pelo californiano Loren Cunningham, tem bases em todo o Brasil e em dezenas de países".

A matéria do "O Globo" não menciona, mas recentemente missionários da Jocum resgataram duas crianças da tribo suruwahá que seriam mortas por suas mães por apresentarem deficiências congênitas.
Por causa disso, a missão vem sendo acusada de "interferir no modo de vida e na cultura da tribo ao impedir o infanticídio e responde a processo pelo Ministério Público Federal "por violação de práticas tribais". O caso reacendeu a discussão sobre o proselitismo cristão em comunidades indígenas.

Campanha contra o proselitismo

No sábado, dia 26 de abril, em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo", a pesquisadora Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emílio Goeldi, defendeu o controle sobre as atividades missionárias nas tribos da Amazônia.

"O objetivo das organizações missionárias, em geral, é explicitamente converter ao cristianismo, produzir bíblias nas línguas faladas pelos índios. São fatores que influenciam enormemente a cultura indígena, afetando suas manifestações tradicionais, tais como o xamanismo e festas de inspiração religiosa", disse ela.

Fonte: Portas Abertas

 
Próximo >

Newsletter

Cadastre-se e receba notícias, promoções e muito mais do alfavip.com.br
Nome:
Email:


Instale o Flash Player para ver esta animação.
Galeria de Fotos JWeber.
Culto de Agradecimento Fernando
Show Oficina G3
Galeria de Fotos
Show André Valadão Feira da Paz
Congresso de Jovens Assembléia

Mural de recados